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quinta-feira, 13 de março de 2014

Alianças Esquecidas


Ali há sábios em busca de respostas
E respostas ignorando sabedorias
Lágrimas silenciadas no egoísmo em par
Ímpar é o desejo de encontrar saída, aqui ou...
Ali há santos e satânicos pensamentos...
De miséria humanidade à verdade.

Ali há saltos agulhas fincados no amor
Transcrevendo dor aos rostos pálidos
Cansados do sono que não veio
Ali há salvos goles embriagados de amizade
Que ressuscitam o ciclo da agonia da felicidade
Ali há: salve à vida!

Ali há salva-vidas vestidos de afagos toscos
Nos copos secos e sujos das bebidas que tomei
Ali há sapos e venenos!
Ali existe o esquecimento necessário dos momentos de tormento
Que ali reproduziam-se em gestos famintos e sedentos de carinho
Ali já não há carinho a reproduzir-se...
Apenas, havia!

César Vasco  

sábado, 8 de março de 2014

Meu Pé Amarelo



Caminho por descobertas e me cego
Preciso de um farol pra me guiar
Preciso das sandálias certas...
E um chão e certa parede pra me escutar.

Meu mindinho é maior que os meus sonhos...
Sem você!
Com você meu dedão sabe me dizer: não!
Meu querer e todo meu ser.

Sou pegadas sem histórias
E caminhos longos sem fôlego
Meu pé tá tão coberto e protegido,
Que já não entende o caminho percorrido.

Meu pé é amarelo como o meu sorriso...
Sincero! Sorriso perdido de pessoa amada
Mas, de estrada longa e solitária.
Sou o meu pé amarelo e mais nada?

Preciso de você no meu chão
Preciso que você escute a minha mão e coração
Meu pé segue sua sina
Só preciso que você o ensine a direção!

César Vasco

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnatais



Na calmaria que arranharia a vida do meu carnaval,
Tive um momento de sentimentos meus
Para lembrar de você.
Numa canção à toa ou na foto de um camafeu.

Meu carnaval mascara o pierrô do meu sorriso
Mascara e escancara o vício da alegria que tive
E que hoje vive em minhas lembranças, não efêmeras,
Do nós que em mim reside.

Lembrarei de você no carnaval de qualquer emoção minha...
Vivida num São João, na Páscoa ou no inverno do nada
Lembrarei das conversas tentando lembrar momentos bons
Lembrarei da polaroide que virou fumaça.

Na calmaria dos meus sentimentos,
Eu quero te ver do jeito que lembro de ti...
Assim, mesmo sem mim...
Mas, lembrando de todos os carnavais que nunca terão o seu fim!

César Vasco

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Mundo de Luiza



Você é uma pessoa inteligente e inteligível...
De gostos refinados por suas vivências e crenças
Algo me diz, que seu romantismo nasce em seu acordar...
E morre imortal.
Banal seja o pensamento de desilusão,
Seu sentimento mais absurdo é viver!
Crer que, na vida, a simpatia e a vontade de fazer sorrir são sinônimos...
Atônitos verbetes falando de amor
Sua alma tem música e seu pensamento cheira a rosa...
Ah... Cartola, se conhecesses esta Rosa teria absurdas certezas de seus versos...
E viveria mais para beijá-la....
Como amam os teus, Luiza...
E nem falei sobre Tom...
Que um dia ousou descrever o amor à Lígia...
Amor, Maria... como seus quereres...
Fazia... fazia menina, e ainda faz,
Amada Luiza.
Que se refaz com ares e olhares
Em todas as poesias.

César Vasco